quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Suecos criam protótipo de louça que não precisa de ser lavada

Inovação

Imagina terminar uma refeição e não ter de lavar a louça. Sinónimo de empregada no dia seguinte? Não. Sinónimo de uma louça revestida a celulose que é auto-lavável. A empresa sueca de Design Tomorrow Machine e a Innventia, em parceria com o Instituto Real de Tecnologia de Estocolmo (KTH), já têm um protótipo pronto e esperam que o produto chegue ao mercado em 2035.

O protótipo foi desenvolvido com materiais à base de celulose que são simultaneamente leves e fortes e podem ser moldados. Vantagens desta louça? “O produto não só poupa recursos durante o processo de fabricação, mas também durante o seu ciclo de vida completo, não necessitando de água e produtos químicos para se manter limpo", respondem os designers ao Dezeen.

A pasta de celulose é produzida a partir de uma folha, que é posteriormente prensada num molde usando calor. “O material torna-se tão duro como um produto cerâmico normal, mas com a vantagem de ser leve e não partir”, explicou ao mesmo site Hanna Billqvist, do Tomorrow Machine. É o revestimento desenvolvido pelo KTH que permite este avanço.

A tecnologia criada imita a superfície de uma folha de lotus, resistente à água e a qualquer tipo de resíduos de alimentos. “É real, mas é uma tecnologia muito nova que está a ser desenvolvida e não está ainda pronta para entrar no mercado”, explicou Billqvist, do KTH.

Fonte: Jornal Público 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estudo mostra nova forma de comunicação entre plantas

Virginia Tech College of Agriculture and Life Sceinces/VEJA



Cientistas americanos descobriram uma nova forma de comunicação entre plantas, que permite a troca de informações genéticas entre elas. Baseado no intercâmbio de material genético, esse processo permite que plantas parasitas exerçam um certo controle sobre suas hospedeiras, diminuindo suas defesas, por exemplo. A pesquisa abre as portas para uma área da ciência que explora como as plantas se comunicam em escala molecular, além de ajudar a desvendar novas formas de combater parasitas que prejudicam cultivos em diversas partes do mundo. A pesquisa foi publicada nesta quinta-feira (14), na revista Science.

"A descoberta desta nova forma de comunicação entre organismos mostra que isto acontece muito mais do que se acreditava", afirma Jim Westwood, professor de patologia e fisiologia das plantas da Universidade Estadual da Virgínia, nos Estados Unidos, e principal autor do estudo. "Agora que sabemos que elas estão compartilhando toda essa informação, a próxima pergunta é: o que exatamente estão dizendo umas as outras?"

O cientista analisou a relação entre uma planta parasita, a cuscuta, e duas hospedeiras, Arabidopsis (do mesmo gênero das couves) e o tomate. Em uma pesquisa anterior, Westwood havia descoberto que durante a interação parasita ocorre um transporte de RNA (molécula que transporta informação genética e controla a produção de proteínas) entre as duas espécies. No novo trabalho, ele e sua equipe aprofundaram o estudo sobre essa troca, e analisaram o RNA mensageiro, que envia mensagens entre as células dizendo a elas qual direção seguir e quais proteínas produzir.

Acreditava-se que o RNA mensageiro era muito frágil e pouco durável, o que tornava inimaginável sua transferência entre espécies. Porém, os novos resultados mostraram que durante essa relação parasita milhares de moléculas de RNA mensageiro estavam sendo trocadas entre as plantas, criando um diálogo. Por meio desta troca, as plantas parasitas podem ditar o que a planta hospedeira deve fazer, como diminuir sua defesa, para tornar o ataque mais fácil. Westwood afirma que seu próximo trabalho será descobrir exatamente o que o RNA está "dizendo".

"Plantas parasitas são um grande problema para plantações que ajudam a alimentar algumas das regiões mais pobres da África. Esta descoberta pode ajudar no desenvolvimento de novas estratégias de controle, baseadas na modificação da informação do RNA mensageiro que a parasita usa para reprogramar a hospedeira", afirma Julie Scholes, professora da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, que não participou do estudo. "O RNA mensageiro pode ser o calcanhar de Aquiles dos parasitas", afirma Westwood, que aposta em diversos usos possíveis para sua descoberta.

Fonte:Planeta Sustentável