quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Como produzir vinho com menor teor de álcool?


É este o principal objetivo do projeto “LEVEalliance”, cofinanciado pelo COMPETE, ao criar um portfólio de leveduras não-saccharomyces naturais e adaptativamente evoluídas tendo por base leveduras naturais isoladas de mostos provenientes de quatro regiões vitivinícolas portuguesas, designadamente, Alentejo, Dão, Porto/Douro e Bairrada.
Projeto | LEVEalliance

Projeto “LEVEalliance – é constitudo por um portfólio de leveduras não-saccharomyces naturais e adaptativamente evoluídas para produção de vinhos com menor teor de álcool”

Faleceu Sousa Veloso (1926-2014)


 
 
 Sousa Veloso era engenheiro agrónomo, trabalhou no Ministério da Agricutura e ficou íntimo dos telespectadores portugueses ao apresentar o TV Rural na RTP por mais de 30 anos. Morreu aos 88 anos, avança a SIC Notícias.
Sousa Veloso apresentou o "TV Rural", na RTP, durante 30 anos, entre 6 de dezembro de 1960 e 15 de setembro de 1990.
O programa, que era emitido aos domingos de manhã, foi o programa de maior longevidade da televisão portuguesa. Em todos, Sousa Veloso terminava com a frase que era a sua imagem de marca "despeço-me com amizade até ao próximo programa".
Licenciou-se em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, em 1954, e foi trabalhar para o Ministério da Agricultura. Anos depois começou o trabalho na RTP.

Fonte: Dinheiro Vivo 

Poluição proveniente do tráfego continua a prejudicar a saúde em muitas partes da Europa

 


Foi publicado muito recentemente, um estudo levado a cabo na Europa sobre a poluição com origem no tráfego, segue-se um breve resumo do mesmo.
  • As pessoas que residem próximo de estradas movimentadas, na Europa, continuam a estar particularmente expostas a níveis excessivos de poluição atmosférica. Em 2010, 44% das estações rodoviárias de controlo da qualidade do ar registaram níveis de dióxido de azoto (NO2) nocivos, superiores aos limites legais, e os níveis de partículas (PM10) ultrapassaram os limites em 33% dessas estações. Estes poluentes podem afetar o sistema cardiovascular, os pulmões, o fígado, o baço e o sangue. 
  • É necessário que a Europa continue a reduzir a energia consumida pelos transportes, uma vez que em 2011 essa redução não foi além de 4,3% relativamente ao nível máximo atingido em 2007. O consumo de energia em alguns modos de transporte tem sido fortemente influenciado pelas flutuações económicas dos últimos anos. A procura de transporte de mercadorias é particularmente sensível a essas flutuações e, após uma queda acentuada entre 2008 e 2009, cresceu 5,4% em 2010.
  • A procura de transporte de passageiros caiu quase 1% entre 2009 e 2010. Esta queda parece contrariar a tendência de longo prazo, uma vez que tal procura aumentou constantemente em toda a UE, desde que se começaram a fazer registos em meados da década de 1990. A utilização de transporte particular permaneceu mais ou menos estável, afirma o relatório, apesar da recessão económica e das grandes oscilações dos preços dos combustíveis ao longo da última década.
  • Em alguns casos, os preços podem estar a influenciar as escolhas das pessoas num sentido prejudicial ao ambiente. O relatório realça que comprar automóvel tem vindo a tornar-se paulatinamente mais barato em termos reais, desde meados da década de 1990, ao passo que as viagens ferroviárias e o transporte de passageiros por via aquática ficaram mais dispendiosos. Todavia, os automóveis novos estão a tornar-se mais eficientes: o automóvel médio vendido em 2011 era 3,3% mais eficiente do que o automóvel médio vendido no ano anterior.
  • O setor dos transportes tem de reduzir 68% das emissões de dióxido de carbono, entre 2010 e meados do século, para cumprir a meta da UE. As emissões de gases com efeito de estufa provenientes dos transportes diminuíram 0,4% entre 2009 e 2010, e as estimativas preliminares apontam para uma diminuição semelhante entre 2010 e 2011.
  • O ruído é outro impacto dos transportes que pode causar problemas de saúde graves. O relatório conclui que, nas maiores cidades da Europa, três em cada cinco residentes estão expostos a níveis nocivos de ruído devido ao tráfego. Mesmo nas zonas rurais, há 24 milhões de europeus expostos a um ruído noturno nocivo, proveniente do tráfego, suscetível de originar problemas físicos e psicológicos.

Alterações Climáticas: Cientistas e Agricultores com visões distintas



As alterações climáticas e as suas possíveis causas são vistas de diferentes perspetivas por agricultores e cientistas, segundo um estudo apresentado pelas Universidades de Purdue e do Iowa (EUA). Mais de 90% dos cientistas e climatologistas inquiridos acham que as alterações climáticas estão a ocorrer, sendo que mais de 50% destes atribuem o facto principalmente às atividades humanas.

Por outro lado, 66% dos produtores de milho inquiridos afirmaram acreditar que se estava a produzir as alterações climáticas e apenas 8% consideravam que as atividades humanas seriam a causa principal. Cerca de 25% dos produtores acreditam que as alterações climáticas se devem às mudanças naturais no meio ambiente, e 31% disseram que não existem provas suficientes para determinar se as alterações climáticas estariam ou não a acontecer.

No estudo inquiriram-se 6.795 pessoas no setor agrícola no período 2011-2012 para determinar a sua opinião sobre as alterações climáticas e se a variação no clima é provocada pelas atividades humanas, causas naturais ou uma combinação equivalente de ambas. Os resultados do estudo colocam em evidência a divisão de opiniões entre os cientistas e os agricultores sobre as alterações climáticas e o desafio que supõe a comunicação de dados sobre o clima.

Atualmente, segundo o mesmo estudo, a agricultura representa entre 10-12% das emissões totais de gases de efeito de estufa de origem humana a nível mundial.

Fonte: http://www.purdue.edu/newsroom/releases/2014/Q4/study-farmers-and-scientists-divided-over-climate-change.html