quarta-feira, 15 de julho de 2015

Água: um bem essencial à segurança alimentar


Um grupo de peritos do Comité da Segurança Alimentar das Nações Unidas (ONU) produziu um relatório sobre a importância da água na segurança alimentar mundial.

O documento, publicado a 8 de julho, é claro: a água é essencial à segurança alimentar.
No relatório pode ler-se que «a luta contra a fome e a subnutrição passa pelo acesso à higiene e à água potável. A água pode ser considerada o alimento mais importante, pois da qualidade da água ingerida depende a boa absorção dos outros alimentos».

Os peritos referem ainda que «a luta contra a fome passa por recursos de água em quantidade e qualidade suficientes para a produção, transformação e preparação dos alimentos».

«Hoje, perto de 750 milhões de pessoas bebem água proveniente de fontes não potáveis e cerca de 800 milhões sofrem de fome. As dificuldades no acesso à água, a ausência de equipamentos sanitários e a subnutrição são os maiores obstáculos a um desenvolvimento durável e equilibrado. Por isso, é de aplaudir a decisão dos governantes do mundo inteiro, que se propõem incluir o acesso universal à água potável e a erradicação da fome para 2030 na agenda internacional, num quadro de negociações sobre os objetivos de um desenvolvimento sustentável, que deve estar concluída em setembro de 2015, em Nova Iorque.

Os especialistas realçam ainda que «as desigualdades no acesso à água continuam a ser muito grandes em várias partes do mundo»

Fonte: Agronegocios

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Produção de Azeite na Europa



Num estudo realizado em 2014, levado a cabo pelo Eurostat para os sectores da agricultura, silvicultura e pescas, encontrei este  gráfico, relativo à produção de azeite na Europa. 

Realmente a Espanha encontra-se numa posição muito relevante ( 62.7% ), em contra partida Portugal está na ultima posição. 

O mercado do Azeite a nível mundial tem vindo a "despertar" e os produtores de azeite estão atentos a este facto. Quem esta por dentro do sector tem vindo a registar - com agrado -  à renovação de olivais bem como à instalação de novos olivais, para alem disso tem sido realizada uma excelente campanha de  promoção das nossas marcas de azeite a nível mundial ! Os resultados tem vindo a ser animadores, pois Portugal já tem arrebatado varias medalhas em diversos concursos  internacionais. 

Estou certa que em 2020 Portugal terá mais do que triplicado a sua  produção de azeite ! 
 


O Adufe de Rui Silva


terça-feira, 7 de julho de 2015

Produtores de leite desesperados depois do fim das quotas leiteiras

Situação da produção de leite na Europa


Situação da produção de leite na Europa


"Três meses depois do fim das quotas leiteiras, os produtores de leite dizem que a situação ultrapassou até as previsões mais pessimistas. A diminuição do consumo, associada a mais produção de leite na Europa, fez cair os preços aos produtores entre os 25 a 30 por cento."

 Fonte: RTP

Itália não deve adoptar legislação comunitária sobre o queijo

Organização italiana Slow Food defende que a Itália não deve adoptar legislação comunitária sobre o queijo


Organização italiana Slow Food defende que a Itália não deve adoptar legislação comunitária sobre o queijo
Julho 03- 2015

"A Comissão Europeia quer obrigar a Itália a adoptar a legislação europeia sobre a fabricação de queijo.
Segundo a lei italiana, o queijo não pode ser produzido a partir de leite em pó, leite concentrado ou leite reconstituído, o que contraria as normas de Bruxelas.

A organização  Slow Food pretende que o governo defenda as suas normas e não adopte as de Bruxelas.
Num comunicado é fortemente criticada a posição europeia e defende-se a verdade dos produtos alimentares, pedindo-se que a Itália dê o exemplo de seriedade à Europa.

Piero Sardo, Presidente da Slow Food, vai mais longe, ao afirmar que depois do chocolate sem manteiga de cacau e o vinho sem uvas é tempo de defender a qualidade e a seriedade da fabricação do queijo.
Esta posição de Bruxelas vem na tentativa de baixar o custo de produção do queijo, mas vai tirar qualidade a um produto, que é uma bandeira de alguns países europeus.

A Slow Food tem-se batido, nos últimos anos, pela promoção dos queijos de leite cru, pelas produções dos Alpes, pelas técnicas tradicionais de fabrico e pelo fabrico utilizando leite de raças autóctones."

Fonte: Agroinfo

domingo, 7 de junho de 2015

Consumo mensal de papel na Europa

Cada europeu consome em média 20 kg de papel por mês !

Processo de reciclagem de lâmpadas


 O termo “reciclagem de lâmpadas” refere-se à recuperação de alguns de seus materiais e o retorno ao ciclo de vida industrial.
Reciclagem de lâmpadas fluorescentes

A maioria dos brasileiros não tem opções de descarte desse tipo de lâmpada.
Um processo eficiente de reciclagem inclui desde um competente serviço de informação e esclarecimentos junto aos geradores de resíduos, explicitando como estes devem ser transportados para que não ocorra a quebra dos bulbos durante o seu transporte, até a garantia final de que o mercúrio seja removido dos componentes recicláveis e que os vapores de mercúrio serão contidos durante o processo de reciclagem. Analisadores portáteis devem monitorar a concentração de vapor de mercúrio no ambiente para assegurar a operação dentro dos limites de exposição ocupacional (0,05 mg.m~3, de acordo com a Occupational Safety and Health Administration -OSHA).


O processo de reciclagem mais usado e em operação em várias partes do mundo envolve basicamente duas fases:
a) Fase de esmagamento:
As lâmpadas usadas são introduzidas em processadores especiais para esmagamento, quando, então, os materiais constituintes são separados por peneiramento, separação eletrostática e ciclonagem, em cinco classes distintas:
– terminais de alumínio – pinos de latão; – componentes ferro-metálicos; – vidro, – poeira fosforosa rica em Hg; – isolamento baquelítico.
No início do processo, as lâmpadas são implodidas e/ou quebradas em pequenos fragmentos, por meio de um processador (britador e/ou moinho). Isto permite separar a poeira de fósforo contendo mercúrio dos outros elementos constituintes. As partículas esmagadas restantes são, posteriormente, conduzidas a um ciclone por um sistema de exaustão, onde as partículas maiores, tais como vidro quebrado, terminais de alumínio e pinos de latão são separadas e ejetadas do ciclone e separadas por diferença gravimétrica e por processos eletrostáticos.
Reciclagem de lâmpadas
Essa lâmpada é econômica, mas é fácil de reciclar?
A poeira fosforosa e demais particulados são coletados em um filtro no interior do ciclone. Posteriormente, por um mecanismo de pulso reverso, a poeira é retirada desse filtro e transferida para uma unidade de destilação para recuperação do mercúrio.
O vidro, em pedaços de 15 mm, é limpo, testado e enviado para reciclagem. A concentração média de mercúrio no vidro não deve exceder a 1,3mg/kg. O vidro nessa circunstância pode ser reciclado, por exemplo, para a fabricação de produtos para aplicação não alimentar.
O alumínio e pinos de latão, depois de limpos, podem ser enviados para reciclagem em uma fundição. A concentração média de mercúrio nesses materiais não deve exceder o limite de 20 mg/kg. A poeira de fósforo é normalmente enviada a uma unidade de destilação, onde o mercúrio é extraído. O mercúrio é, então, recuperado e pode ser reutilizado. A poeira fosforosa resultante pode ser reciclada e reutilizada, por exemplo, na indústria de tintas.
O único componente da lâmpada que não é reciclado é o isolamento baquelítico existente nas extremidades da lâmpada.
No que se refere à tecnologia para a reciclagem de lâmpadas, a de maior avanço tecnológico é apresentada pela empresa Mercury Recovery Technology – MRT, estabelecida em Karlskrona Suécia. O processador da MRT trabalha a seco, em sistema fechado, incorporado em um “container” de 20 pés de comprimento (6,10m). Todo o sistema opera sob pressão negativa (vácuo) para evitar a fuga de mercúrio para o ambiente externo (emissões fugitivas).

b) Fase de destilação de mercúrio
A fase subsequente nesse processo de reciclagem é a recuperação do mercúrio contido na poeira de fósforo. A recuperação é obtida pelo processo de reportagem, onde o material é aquecido até a vaporização do mercúrio (temperaturas acima do ponto de ebulição do mercúrio, 357° C). O material vaporizado a partir desse processo é condensado e coletado em recipientes especiais ou decantadores. O mercúrio assim obtido pode passar por nova destilação para se removerem impurezas. Emissões fugitivas durante esse processo podem ser evitadas usando-se um sistema de operação sob pressão negativa.
 
O Problema da Reciclagem das Lâmpadas
Em localidades onde existe a separação de resíduos recicláveis, é importante manter os produtos que contêm mercúrio separados do lixo comum. Tais produtos são, freqüentemente, classificados como resíduos perigosos se excederem o limite regulatório de toxicidade.
Uma vez segregados e/ou separados, os resíduos mercuriais podem, então, ser tratados objetivando a recuperação do mercúrio neles contidos. As opções de aterramento e incinerações não são as mais recomendadas. Com a finalidade de minimizar o volume de mercúrio descarregado ao meio ambiente, a opção de reciclagem, com a conseqüente recuperação do mercúrio, é considerada a melhor solução. O principal argumento é que tecnologias comprovadamente bem sucedidas para esta finalidade já existem.
 

Custo para Descontaminação de Lâmpadas
O custo para a reciclagem e a conseqüente descontaminação do gerador de resíduos depende do volume, distância e serviços específicos escolhidos pelo cliente.
Ao preço, deve-se acrescentar os custos de frete (transporte), embalagem e seguro contra acidentes. O ônus envolvido no processo de reciclagem tem sido suportado, até o presente momento, pelas empresas e indústrias mais organizadas, que possuem um programa ambiental definido.
Os subprodutos resultantes do processo de reciclagem, tais como vidro, alumínio, pinos de latão e mercúrio, possuem baixo valor agregado, portanto é de se esperar que a reciclagem de lâmpadas tenha um alto custo, o que explica a quantidade de lâmpadas que você descartada em local inadequado.

Fonte: Reciclagem de materiais 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

"A descarbonização da electricidade"

Comentário Carlos Zorrinho: "A descarbonização da electricidade"

02.06.2015
 
Os resultados obtidos por Portugal na descarbonização da electricidade são dos indicadores mais notáveis de modernização do nosso País, colocando-nos no plano da produção na primeira linha da transição energética à escala global. Eles significaram e significam um contributo importante para a sustentabilidade do planeta, mas também para reduzir a nossa dependência energética, diminuir o deficit da balança comercial, criar emprego e desenvolver indústrias competitivas na fileira da energia e da eficiência energética.

O investimento feito na investigação e na inovação nos modelos de produção e distribuição da energia renovável com recursos endógenos permitiu que Portugal seja hoje um dos países que tem uma base de produção de electricidade descarbonizada mais próxima do mercado, ou seja com preços que se tornam cada vez mais competitivos e modelos de cadeia de valor que são cada vez mais robustos.

O passo seguinte  é fazer chegar esta electricidade descarbonizada a todo o lado em particular aos transportes individuais e colectivos. Aquilo que em muitos Países se designa por mobilidade eléctrica, em Portugal poderá designar-se por mobilidade limpa e isso fará toda a diferença na nossa economia e será um enorme contributo que daremos numa fronteira tecnológica onde já estivemos e à qual com vontade política podemos voltar.

Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS, membro da Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia no Parlamento Europeu, é licenciado em Gestão de Empresas e doutorado em Gestão de Informação pela Universidade de Évora. Foi professor catedrático do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, deputado à Assembleia da República pelo PS (1995-2002 e 2004-2014), líder Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República (2011-2014) e, no Governo, ocupou as funções de Secretário de Estado da Energia e da Inovação (2009 e 2011) e secretário de estado Adjunto da Administração Interna entre 2000 e 2002. O autor escreve, por opção, ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Fonte: Ambiente On Line 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Obama insiste na necessidade de agir perante a ameaça das alterações climáticas

Quando as alterações  climáticas são assunto de Estado !

© Kevin Lamarque / Reuters

Com a aproximação da época dos furacões, o presidente dos EUA, Barack Obama, sublinhou hoje em Miami, no Estado da Florida, a urgência de agir perante as alterações climáticas.

Fonte:  http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2015-05-28-Obama-insiste-na-necessidade-de-agir-perante-a-ameaca-das-alteracoes-climaticas

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Hoje é o dia do ABRAÇO !


Poluição luminosa



Poluição do ar, do solo e da água, com certeza você já ouviu falar sobre isso, mas e sobre a poluição luminosa? Ela é gerada pela luz excessiva, irregular ou mal direcionada. Apesar de ser pouco divulgada pelos meios de comunicação, ela é responsável por provocar efeitos nocivos à saúde e interferir no ecossistema.

A poluição luminosa é silenciosa, já que seus efeitos muitas vezes não são percebidos. Ela pode ser definida como uma luz mal direcionada, uma vez que é focada erradamente para o céu (originando o brilho acima das cidades), ao invés de cumprir seu objetivo que é iluminar a cidade, ou seja, desperdiçando luz e não cumprindo o seu papel principal.

Outro resultado negativo da poluição luminosa é que ela atrapalha a visão do céu, prejudicando o trabalho de astrônomos ou até mesmo de observadores amadores, que não conseguem visualizar estrelas e planetas.
Podemos citar como exemplo a iluminação pública, dos outdoors, estabelecimentos que utilizam luz excessiva na fachada, além de quadras e campos de futebol, onde as lâmpadas são apontadas para o alto. Esses locais não são iluminados de forma adequada, desperdiçando até 50% da luz gerada, provocando a chamada poluição luminosa.


 

Além disso, a luz pode interferir em residências e locais de trabalho, podendo causar danos à saúde, como problemas com o sono e estresse. Os animais também são afetados em ciclos migratórios, alimentares e reprodutivos. A luz pode deixar as aves desorientadas, desequilibra a fotossíntese das plantas, além de outros problemas que afetam o ecossistema.

Para a iluminação ser eficiente, ela deveria vir do topo e ser direcionada apenas para baixo, iluminando as pessoas, as ruas e os carros. Porém a luz é projetada para cima, acarretando nos problemas que foram citados.

Fonte: Pensamento Verde