domingo, 24 de abril de 2016

FUNGOS SÃO OS MAIORES RESPONSÁVEIS POR SEQUESTRO DE CARBONO NAS FLORESTAS DO NORTE


Há muito que se sabe que as florestas boreais do Hemisfério Norte, situadas em países como o Canadá ou Suécia, são das que mais sequestram dióxido de carbono por todo o Planeta, mas sempre que pensou que era a matéria vegetal que estava a incorporar esses gases.
Agora, um estudo publicado na revista Nature por cientistas suecos avança que estas grandes árvores estão a ter um aliado nessa função, os fungos, que chegam a ser responsáveis por 70% do sequestro de carbono.
Na verdade, os cientistas nunca souberam ao certo como era sequestrado e carbono e para onde ele ia. Uma das hipóteses dizia que o gás era levado pelas agulhas das árvores até ao chão, onde a decomposição acabava por o absorver. Se isso fosse verdade, avisa o estudo, eram expectáveis depósitos de carbono recentes perto da superfície do terreno.
No entanto, depois de terem analisado amostras de solo de mais de 30 ilhas e dois pequenos lagos, na Suécia, os investigadores descobriram que estes depósitos se encontravam mais abaixo, sendo puxados até às raízes das árvores pelos fungos.
Segundo o Inhabitat, o estudo descobriu que os fungos eram responsáveis por 47% de carbono no solo nas amostras das ilhas maiores – e 70% nas ilhas mais pequenas. E ainda que os investigadores não tenham 100% de certeza sobre a razão da diferença dos números, esta deverá estar relacionada com os vários níveis de decomposição.
Fonte: Green Savers 

quarta-feira, 9 de março de 2016

A MAIS ANTIGA GARRAFA DE VINHO DO MUNDO É DA MADEIRA


A garrafa de vinho mais antiga do mundo data de cerca de 1679 e foi encontrada na garrafeira do artilheiro-mor de Inglaterra

Uma equipa de arqueólogos descobriu a mais antiga garrafa de vinho do mundo – e ela vem da Madeira.
A garrafa, ainda selada e com o vinho bem preservado no interior, data de cerca de 1679 e foi encontrada quando os arqueólogos escavavam, junto à Torre de Londres, a garrafeira de um militar britânico do século XVII.
É provável que a garrafa recém descoberta deste vinho da Madeira do século XVII tenha sido feita com uvas colhidas em princípios ou meados da década de 70 de mil e seiscentos, tendo sido então embarcado da Madeira para as colónias britânicas nas Caraíbas.
A garrafa terá depois regressado a Inglaterra, atravessando novamente todo o Atlântico.
No século XVII, o vinho da Madeira não era fortificado – não lhe era adicionado aguardente, como hoje se faz.
Provavelmente o dono terá experimentado outra garrafa da mesma colheita, não gostou do sabor e pô-la de lado. Sabemo-lo, porque uma garrafa aberta com quase todo o vinho no interior foi encontrada ao lado da garrafa fechada.
O vinho pertencia ao artilheiro-mor de Inglaterra, um oficial de artilharia da Torre de Londres, cuja casa foi demolida nos anos 70 do século XVII e reconstruida na década seguinte.
Foi durante a demolição que a velha garrafeira foi desactivada e enchida de terra.
As duas garrafas foram abandonadas neste local, onde se mantiveram até hoje.
Originalmente, o vinho tinha provavelmente 10 ou 12% de álcool e um conteúdo de açúcar muito baixo.
Contudo, passados 320 anos, o seu nível de álcool desceu até aos seis por cento, mas o seu gosto e textura parecem ter-se mantido inalterados.
Fonte: zap.aeiou