Os resultados obtidos por Portugal na descarbonização da electricidade
são dos indicadores mais notáveis de modernização do nosso País,
colocando-nos no plano da produção na primeira linha da transição
energética à escala global. Eles significaram e significam um contributo
importante para a sustentabilidade do planeta, mas também para reduzir a
nossa dependência energética, diminuir o deficit da balança comercial,
criar emprego e desenvolver indústrias competitivas na fileira da
energia e da eficiência energética.
O investimento feito na investigação e na inovação nos modelos de
produção e distribuição da energia renovável com recursos endógenos
permitiu que Portugal seja hoje um dos países que tem uma base de
produção de electricidade descarbonizada mais próxima do mercado, ou
seja com preços que se tornam cada vez mais competitivos e modelos de
cadeia de valor que são cada vez mais robustos.
O passo seguinte é fazer chegar esta electricidade descarbonizada a
todo o lado em particular aos transportes individuais e colectivos.
Aquilo que em muitos Países se designa por mobilidade eléctrica, em
Portugal poderá designar-se por mobilidade limpa e isso fará toda a
diferença na nossa economia e será um enorme contributo que daremos numa
fronteira tecnológica onde já estivemos e à qual com vontade política
podemos voltar.
Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS, membro da Comissão
da Indústria, da Investigação e da Energia no Parlamento Europeu, é
licenciado em Gestão de Empresas e doutorado em Gestão de Informação
pela Universidade de Évora. Foi professor catedrático do Departamento de
Gestão da Universidade de Évora, deputado à Assembleia da República
pelo PS (1995-2002 e 2004-2014), líder Parlamentar do Partido Socialista
na Assembleia da República (2011-2014) e, no Governo, ocupou as funções
de Secretário de Estado da Energia e da Inovação (2009 e 2011) e
secretário de estado Adjunto da Administração Interna entre 2000 e 2002.
O autor escreve, por opção, ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da
Língua Portuguesa.
Fonte: Ambiente On Line
terça-feira, 16 de junho de 2015
2º Curso de Flora e Vegetação de Montanha | 27 e 28 Junho
http://www.cise.pt/pt/
segunda-feira, 8 de junho de 2015
domingo, 7 de junho de 2015
Processo de reciclagem de lâmpadas
O termo “reciclagem de lâmpadas” refere-se à recuperação de alguns de seus materiais e o retorno ao ciclo de vida industrial.
Um
processo eficiente de reciclagem inclui desde um competente serviço de
informação e esclarecimentos junto aos geradores de resíduos,
explicitando como estes devem ser transportados para que não ocorra a
quebra dos bulbos durante o seu transporte, até a garantia final de que o
mercúrio seja removido dos componentes recicláveis e que os vapores de
mercúrio serão contidos durante o processo de reciclagem. Analisadores
portáteis devem monitorar a concentração de vapor de mercúrio no
ambiente para assegurar a operação dentro dos limites de exposição
ocupacional (0,05 mg.m~3, de acordo com a Occupational Safety and Health
Administration -OSHA).

O processo de reciclagem mais usado e em operação em várias partes do mundo envolve basicamente duas fases:
a) Fase de esmagamento:
As lâmpadas usadas são introduzidas em processadores especiais para esmagamento, quando, então, os materiais constituintes são separados por peneiramento, separação eletrostática e ciclonagem, em cinco classes distintas:
– terminais de alumínio – pinos de latão; – componentes ferro-metálicos; – vidro, – poeira fosforosa rica em Hg; – isolamento baquelítico.
No início do processo, as lâmpadas são implodidas e/ou quebradas em pequenos fragmentos, por meio de um processador (britador e/ou moinho). Isto permite separar a poeira de fósforo contendo mercúrio dos outros elementos constituintes. As partículas esmagadas restantes são, posteriormente, conduzidas a um ciclone por um sistema de exaustão, onde as partículas maiores, tais como vidro quebrado, terminais de alumínio e pinos de latão são separadas e ejetadas do ciclone e separadas por diferença gravimétrica e por processos eletrostáticos.
A poeira fosforosa e demais particulados são coletados em um filtro no interior do ciclone. Posteriormente, por um mecanismo de pulso reverso, a poeira é retirada desse filtro e transferida para uma unidade de destilação para recuperação do mercúrio.
O vidro, em pedaços de 15 mm, é limpo, testado e enviado para reciclagem. A concentração média de mercúrio no vidro não deve exceder a 1,3mg/kg. O vidro nessa circunstância pode ser reciclado, por exemplo, para a fabricação de produtos para aplicação não alimentar.
O alumínio e pinos de latão, depois de limpos, podem ser enviados para reciclagem em uma fundição. A concentração média de mercúrio nesses materiais não deve exceder o limite de 20 mg/kg. A poeira de fósforo é normalmente enviada a uma unidade de destilação, onde o mercúrio é extraído. O mercúrio é, então, recuperado e pode ser reutilizado. A poeira fosforosa resultante pode ser reciclada e reutilizada, por exemplo, na indústria de tintas.
O único componente da lâmpada que não é reciclado é o isolamento baquelítico existente nas extremidades da lâmpada.
No que se refere à tecnologia para a reciclagem de lâmpadas, a de maior avanço tecnológico é apresentada pela empresa Mercury Recovery Technology – MRT, estabelecida em Karlskrona Suécia. O processador da MRT trabalha a seco, em sistema fechado, incorporado em um “container” de 20 pés de comprimento (6,10m). Todo o sistema opera sob pressão negativa (vácuo) para evitar a fuga de mercúrio para o ambiente externo (emissões fugitivas).

b) Fase de destilação de mercúrio
A fase subsequente nesse processo de reciclagem é a recuperação do mercúrio contido na poeira de fósforo. A recuperação é obtida pelo processo de reportagem, onde o material é aquecido até a vaporização do mercúrio (temperaturas acima do ponto de ebulição do mercúrio, 357° C). O material vaporizado a partir desse processo é condensado e coletado em recipientes especiais ou decantadores. O mercúrio assim obtido pode passar por nova destilação para se removerem impurezas. Emissões fugitivas durante esse processo podem ser evitadas usando-se um sistema de operação sob pressão negativa.
A fase subsequente nesse processo de reciclagem é a recuperação do mercúrio contido na poeira de fósforo. A recuperação é obtida pelo processo de reportagem, onde o material é aquecido até a vaporização do mercúrio (temperaturas acima do ponto de ebulição do mercúrio, 357° C). O material vaporizado a partir desse processo é condensado e coletado em recipientes especiais ou decantadores. O mercúrio assim obtido pode passar por nova destilação para se removerem impurezas. Emissões fugitivas durante esse processo podem ser evitadas usando-se um sistema de operação sob pressão negativa.

Em localidades onde existe a separação de resíduos recicláveis, é importante manter os produtos que contêm mercúrio separados do lixo comum. Tais produtos são, freqüentemente, classificados como resíduos perigosos se excederem o limite regulatório de toxicidade.
Uma vez segregados e/ou separados, os resíduos mercuriais podem, então, ser tratados objetivando a recuperação do mercúrio neles contidos. As opções de aterramento e incinerações não são as mais recomendadas. Com a finalidade de minimizar o volume de mercúrio descarregado ao meio ambiente, a opção de reciclagem, com a conseqüente recuperação do mercúrio, é considerada a melhor solução. O principal argumento é que tecnologias comprovadamente bem sucedidas para esta finalidade já existem.

Custo para Descontaminação de Lâmpadas
O custo para a reciclagem e a conseqüente descontaminação do gerador de resíduos depende do volume, distância e serviços específicos escolhidos pelo cliente.
Os subprodutos resultantes do processo de reciclagem, tais como vidro, alumínio, pinos de latão e mercúrio, possuem baixo valor agregado, portanto é de se esperar que a reciclagem de lâmpadas tenha um alto custo, o que explica a quantidade de lâmpadas que você descartada em local inadequado.
Fonte: Reciclagem de materiais
quarta-feira, 3 de junho de 2015
"A descarbonização da electricidade"
Comentário Carlos Zorrinho: "A descarbonização da electricidade"
02.06.2015
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