quarta-feira, 3 de junho de 2015

"A descarbonização da electricidade"

Comentário Carlos Zorrinho: "A descarbonização da electricidade"

02.06.2015
 
Os resultados obtidos por Portugal na descarbonização da electricidade são dos indicadores mais notáveis de modernização do nosso País, colocando-nos no plano da produção na primeira linha da transição energética à escala global. Eles significaram e significam um contributo importante para a sustentabilidade do planeta, mas também para reduzir a nossa dependência energética, diminuir o deficit da balança comercial, criar emprego e desenvolver indústrias competitivas na fileira da energia e da eficiência energética.

O investimento feito na investigação e na inovação nos modelos de produção e distribuição da energia renovável com recursos endógenos permitiu que Portugal seja hoje um dos países que tem uma base de produção de electricidade descarbonizada mais próxima do mercado, ou seja com preços que se tornam cada vez mais competitivos e modelos de cadeia de valor que são cada vez mais robustos.

O passo seguinte  é fazer chegar esta electricidade descarbonizada a todo o lado em particular aos transportes individuais e colectivos. Aquilo que em muitos Países se designa por mobilidade eléctrica, em Portugal poderá designar-se por mobilidade limpa e isso fará toda a diferença na nossa economia e será um enorme contributo que daremos numa fronteira tecnológica onde já estivemos e à qual com vontade política podemos voltar.

Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS, membro da Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia no Parlamento Europeu, é licenciado em Gestão de Empresas e doutorado em Gestão de Informação pela Universidade de Évora. Foi professor catedrático do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, deputado à Assembleia da República pelo PS (1995-2002 e 2004-2014), líder Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República (2011-2014) e, no Governo, ocupou as funções de Secretário de Estado da Energia e da Inovação (2009 e 2011) e secretário de estado Adjunto da Administração Interna entre 2000 e 2002. O autor escreve, por opção, ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Fonte: Ambiente On Line 

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